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    "description": "Resenhas sobre livros, opiniões sobre discos, e ensaios num geral.",
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            "title": "Reflexões sobre Trânsito",
            "content_text": "Trânsito é o segundo livro da série Esboço de Rachel Cusk.\nO primeiro livro leva o mesmo título que a série – Esboço –,\ne o terceiro se chama Kudos.\n\nEste livro segue o mesmo modelo de seu antecessor:\nA personagem principal\n(que finalmente diz seu nome)\nse encontra com alguém e tem algum tipo de diálogo revelador sobre a natureza humana.\nNão há bem uma história,\napenas uma série de encontros e diálogos\n(que às vezes são até mais monólogos).\n\nAchei que o primeiro livro funciona melhor,\ntanto pela novidade do formato,\ncomo por se ambientar num cenário bem mais interessante (Atenas, na Grécia).\nNeste segundo livro, o formato já está esgotado,\ne a falta de uma linha narrativa torna o livro muito plano.\nPraticamente não há relevo, não há altos e baixo, não há clímax.\nJunto a isso,\no cenário de fundo é bem menos interessante:\numa mudança para Londres seguida de uma reforma.\nTalvez sejam os traumas pessoais meus,\nmas nada de bom pode sair de uma reforma.\n\nNota: 3/7\n",
            "content_html": "<p>Trânsito é o segundo livro da série Esboço de Rachel Cusk.\nO primeiro livro leva o mesmo título que a série – Esboço –,\ne o terceiro se chama Kudos.</p>\n\n<p>Este livro segue o mesmo modelo de seu antecessor:\nA personagem principal\n(que finalmente diz seu nome)\nse encontra com alguém e tem algum tipo de diálogo revelador sobre a natureza humana.\nNão há bem uma história,\napenas uma série de encontros e diálogos\n(que às vezes são até mais monólogos).</p>\n\n<p>Achei que o primeiro livro funciona melhor,\ntanto pela novidade do formato,\ncomo por se ambientar num cenário bem mais interessante (Atenas, na Grécia).\nNeste segundo livro, o formato já está esgotado,\ne a falta de uma linha narrativa torna o livro muito plano.\nPraticamente não há relevo, não há altos e baixo, não há clímax.\nJunto a isso,\no cenário de fundo é bem menos interessante:\numa mudança para Londres seguida de uma reforma.\nTalvez sejam os traumas pessoais meus,\nmas nada de bom pode sair de uma reforma.</p>\n\n<p><a href=\"/notas.html\">Nota</a>: 3/7</p>\n",
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            "date_published": "2026-05-08T00:00:00+00:00",
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            "author": {
                "name": "André Ramaciotti"
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            "id": "https://www.ramaciotti.com/2026/04/25/reflexoes-sobre-continental-philosophy.html",
            "title": "Reflexões sobre Continental Philosophy: A Very Short Introduction",
            "content_text": "Este é o primeiro livro da coleção Very Short Introductions que leio.\nComecei sem muitas expectativas, ainda mais considerando seu tamanho,\nmas fui positivamente surpreendido.\nEm vez de simplesmente fazer um apunhado geral de quais as principais escolas de pensamento dentro da Filosofia Continental,\nSimon Critchley apresenta diversos argumentos sobre quais as origens do cisma entre a Filosofia Continental e a Filosofia Analítica,\ndiferentes formas de defini-lo,\ne uma tentativa de remediá-lo.\n\nSe, por um lado, essa argumentatividade torna o livro mais interessante,\npor outro, ela também o torna superficial com relação ao assunto que supõe-se abordar.\nExistem pouquíssimas explicações sobre os filósofos e movimentos dentro da Filosofia Continental.\nNão espere detalhes sobre o que são, por exemplo, a Fenomenologia de Heidegger ou o Pós-Estruturalismo de Foucault.\nPor esse lado, talvez seria mais justo que o livro se chamasse The Schism Between Continental and Analytic Philosophy: A Very Short Introduction.\n\nIsso é particularmente frustrante para mim que venho de uma leitura de A New History of Western Philosophy,\nlivro de Anthony Kenny que deixa um grande buraco na história da Filosofia Continental,\ncomo se somente a Filosofia Analítica fosse “filosofia de verdade”.\n\nNota: 5/7\n",
            "content_html": "<p>Este é o primeiro livro da coleção <a href=\"https://academic.oup.com/very-short-introductions\">Very Short Introductions</a> que leio.\nComecei sem muitas expectativas, ainda mais considerando seu tamanho,\nmas fui positivamente surpreendido.\nEm vez de simplesmente fazer um apunhado geral de quais as principais escolas de pensamento dentro da Filosofia Continental,\nSimon Critchley apresenta diversos argumentos sobre quais as origens do cisma entre a Filosofia Continental e a Filosofia Analítica,\ndiferentes formas de defini-lo,\ne uma tentativa de remediá-lo.</p>\n\n<p>Se, por um lado, essa argumentatividade torna o livro mais interessante,\npor outro, ela também o torna superficial com relação ao assunto que supõe-se abordar.\nExistem pouquíssimas explicações sobre os filósofos e movimentos <strong>dentro</strong> da Filosofia Continental.\nNão espere detalhes sobre o que são, por exemplo, a Fenomenologia de Heidegger ou o Pós-Estruturalismo de Foucault.\nPor esse lado, talvez seria mais justo que o livro se chamasse The Schism Between Continental and Analytic Philosophy: A Very Short Introduction.</p>\n\n<p>Isso é particularmente frustrante para mim que venho de uma leitura de A New History of Western Philosophy,\nlivro de Anthony Kenny que deixa um grande buraco na história da Filosofia Continental,\ncomo se somente a Filosofia Analítica fosse “filosofia de verdade”.</p>\n\n<p><a href=\"/notas.html\">Nota</a>: 5/7</p>\n",
            "url": "https://www.ramaciotti.com/2026/04/25/reflexoes-sobre-continental-philosophy.html",
            "date_published": "2026-04-25T00:00:00+00:00",
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